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Novos consumidores no Mercado Livre de Energia: quem está migrando?

O Mercado Livre de Energia vem vivendo uma virada histórica. Segundo o Boletim da Energia Livre da Abraceel (87ª edição, novembro/2025), o setor encerrou setembro de 2025 com 25.505 novas unidades consumidoras em 12 meses, chegando a 81.832 consumidores ativos no país.

É um avanço que deixa bem claro o recado: a migração deixou de ser privilégio das grandes indústrias e passou a fazer parte da estratégia de empresas de todos os tamanhos.

Esse salto não é à toa. A abertura regulatória avançou, as comercializadoras varejistas se consolidaram e a percepção de valor mudou.

As empresas descobriram, na prática, que energia é variável estratégica para competitividade, previsibilidade e sustentabilidade. A soma desses fatores criou o ambiente perfeito para acelerar a entrada de novos perfis e descentralizar o ACL como nunca.

A questão que mais aparece, porém, continua sendo a mesma: quem são, de fato, os novos consumidores do Mercado Livre de Energia e o que tem motivado essa movimentação tão rápida?

Confira!

O avanço dos novos consumidores no Mercado Livre de Energia

Crescimento contínuo e democratização do acesso

A expansão recente é uma curva consistente. Em apenas 12 meses, o número de unidades consumidoras no ACL cresceu 45%. Isso mostra que a migração virou rotina de mercado e está apenas começando a escalar.

A descentralização também aparece na distribuição regional. Estados como Piauí (74%), Minas Gerais (56%) e São Paulo (49%) já têm boa parte da carga conectada ao Mercado Livre.

O ACL deixou de ser pauta restrita às capitais e passou a ganhar força em polos industriais, clusters logísticos e cidades de médio porte. A energia competitiva virou diferencial estratégico local.

Segmentos que mais crescem

Os setores que puxam a alta revelam uma tendência interessante: empresas intensivas em uso de equipamentos, refrigeração, bombeamento, iluminação e automação estão acelerando.

O boletim da Abraceel mostra que o consumo do setor de saneamento cresceu 21% em 12 meses, seguido por serviços, com alta de 18%. Esse movimento acompanha o avanço de shoppings, hospitais, empresas de logística, data centers, supermercados e grandes redes de varejo que entenderam que energia previsível é peça-chave para margens saudáveis.

A indústria segue dominante, claro. 95% do consumo industrial do país já está no Mercado Livre, o que reforça a maturidade do ambiente para quem opera com eficiência e planejamento de longo prazo.

Interiorização do ACL

Outro fenômeno marcante é a interiorização. A migração vem deixando de ser concentrada em regiões metropolitanas e avança rapidamente para áreas com forte atividade econômica e preços mais sensíveis.

A presença crescente das comercializadoras varejistas facilitou essa abertura. O varejo de energia tornou a migração acessível para consumidores de perfis antes considerados “intermediários”, que hoje conseguem entrar no ACL com ticket menor, menos burocracia e modelos mais flexíveis de contratação.

O que motiva as empresas a migrar para o Mercado Livre de Energia?

Redução de custos e previsibilidade financeira

O fator mais direto continua sendo o bolso e com razão. Em setembro de 2025, a tarifa média das distribuidoras era de 343 R$/MWh, enquanto o preço de longo prazo no ACL ficava em 186 R$/MWh, apontando uma economia de 46% no custo da energia (Boletim da Energia Livre – Abraceel).

E economia sem previsibilidade não resolve o problema. Aqui entra outro ponto essencial: a volatilidade. Em 12 meses, o PLD variou 946%, mas o preço de longo prazo no Mercado Livre variou apenas 43%. Para qualquer empresa que trabalha com margem apertada ou projeção financeira rígida, isso é simplesmente decisivo.

Sustentabilidade e metas ESG

Outro ponto que tem puxado a adoção é a agenda ESG. Empresas querem, cada vez mais, rastrear a origem da energia, contratar fontes limpas, comprovar reduções reais de impacto e avançar em compromissos públicos de sustentabilidade.

O Mercado Livre permite contratar energia incentivada, obter certificados, participar de acordos de descarbonização e adaptar contratos conforme metas internas.

Quando fornecedores, investidores e consumidores cobram responsabilidade ambiental, a migração virou estratégia de posicionamento.

Liberdade de escolha e personalização

O ACL permite montar o contrato sob medida: volume, sazonalidade, modalidade, prazo, fonte, garantias. Esse nível de autonomia é o que atrai empresas que precisam de mais controle sobre consumo e orçamento.

Os dados de setembro mostram a diversidade de perfis: 4,7% dos contratos duram até seis meses, enquanto 18% passam de dez anos, com modelos intermediários distribuídos entre esses extremos.

Na prática: cada empresa escolhe exatamente o que faz sentido para sua operação.

Como ocorre a migração dos novos consumidores?

Etapas do processo

Migrar não é complicado, mas exige método. O passo a passo normalmente inclui:

  1. Análise de viabilidade: estudo do perfil de consumo, análise de custos, projeções e comparação com o cenário regulado;
  2. Cadastro na CCEE: abertura da unidade consumidora para atuar no Mercado Livre;
  3. Estruturação contratual: definição de volume, prazos, fonte, tipo de contrato e condições comerciais;
  4. Transição operacional: troca de fornecedor, adequação de medição e entrada oficial no ACL.

Com acompanhamento especializado, o processo é fluido e transparente.

Leia também: “Erros comuns ao entrar no Mercado Livre de Energia e como evitar?”

Papel das comercializadoras varejistas

A aceleração recente do ACL tem tudo a ver com o avanço das comercializadoras varejistas.

O boletim registra 104 comercializadoras associadas à Abraceel, sendo 46 varejistas. Em setembro de 2025, elas foram responsáveis por 72% da energia negociada no Mercado Livre: 132.732 MWmed.

O varejo hoje atende 37.281 unidades consumidoras, um salto de 127% em 12 meses, movimentando 7,7% de todo o consumo do ACL.

São números que mostram como esse modelo democratizou o acesso e permitiu a entrada de consumidores que antes não conseguiam migrar sozinhos.

O suporte da Athena Energia

A Athena atua como parceira estratégica em todo esse processo.

Desde o estudo de viabilidade até o acompanhamento pós-migração, o objetivo é simplificar a jornada, mitigar riscos, garantir contratos vantajosos e manter o cliente no controle total do consumo.

A experiência no ACL permite identificar oportunidades, negociar com segurança e monitorar continuamente o mercado para garantir que cada negócio mantenha seus custos sob controle e alcance seus objetivos de forma inteligente.

O impacto dos novos consumidores no setor elétrico

Expansão do ambiente competitivo

A entrada de novos consumidores vem fortalecendo o mercado como um todo. Em setembro de 2025, o ACL representou 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil, com 30.585 MWmed de consumo no mês.

No volume negociado, o ambiente livre movimentou 184.740 MWmed, equivalente a 79% de toda a energia transacionada no país. Cada megawatt mudou de mãos, em média, 6,04 vezes antes da entrega: sinal de liquidez alta e competição crescente.

Incentivo à eficiência energética

Um ponto curioso é o contraste entre crescimento de consumidores e crescimento de consumo.

Enquanto o número de unidades subiu em ritmo acelerado, o consumo total avançou apenas 5% em 12 meses. Isso mostra que empresas que migram passam a operar com mais controle, gestão e eficiência.

Fortalecimento das fontes renováveis

O ACL vem puxando a expansão das fontes limpas. Em setembro de 2025, 71% da geração renovável alternativa foi comercializada no Mercado Livre, um avanço de 18% em 12 meses.

Algumas fontes já têm concentração ainda maior: 94% da energia solar centralizada, 91% da biomassa e 62% da eólica foram negociadas diretamente nesse ambiente. A demanda por energia limpa cresceu junto com a liberdade de contratar.

Conclusão

A chegada de novos consumidores ao Mercado Livre de Energia confirma o que o setor já sabe há anos: o ACL é o futuro da energia corporativa no Brasil.

A combinação de economia, previsibilidade, liberdade de contratação e caminhos para sustentabilidade tem atraído empresas de todos os portes e regiões.

Com diversas novas unidades entrando, crescimento forte no varejo e participação dominante das renováveis, o mercado segue se consolidando como o ambiente mais competitivo e moderno do setor elétrico.

Se a sua empresa ainda está no regulado, agora é o momento ideal para avaliar a migração. A Athena Energia simplifica cada etapa do processo, oferece suporte técnico completo e constrói contratos que fazem sentido para o seu consumo e seus objetivos.

Energia inteligente é energia que trabalha a favor do seu negócio. Quer começar essa jornada? Nós te acompanhamos, entre em contato!

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