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Energia limpa para pequenas empresas: por que usar e como aderir?

O investimento em energia limpa deve atingir o volume recorde de US$2,2 trilhões em 2025, segundo um estudo da Agência Internacional de Energia (IEA). Esse número inclui tecnologias como fontes renováveis, redes elétricas, eletrificação e eficiência energética.

O cenário revela uma mudança clara no setor: negócios de todos os portes estão cada vez mais atentos à sustentabilidade e ao custo da energia.

Para pequenas empresas, esse movimento não é diferente. Mais do que uma questão ambiental, aderir à energia limpa passou a ser também uma estratégia de redução de despesas e aumento da competitividade.

A boa notícia é que, com a ampliação do acesso ao Mercado Livre de Energia, essa possibilidade está mais próxima do que nunca da realidade de micro e pequenas empresas no Brasil.

Neste artigo, você vai entender o que é energia limpa, como ela pode ser usada por pequenas empresas, quando é indicado migrar para o Mercado Livre e como funciona essa adesão na prática.

O que é energia limpa e por que ela importa para pequenas empresas?

A energia limpa é aquela proveniente de fontes que geram baixo impacto ambiental e não emitem gases de efeito estufa em excesso, como a eólica, a hidráulica e a de biomassa.

Sua importância vai muito além da pauta ambiental. Para os pequenos negócios, usar energia limpa é uma forma de:

  • Reduzir custos com energia elétrica;
  • Cumprir exigências de sustentabilidade da cadeia de fornecimento;
  • Melhorar a reputação e o posicionamento da marca;
  • Ingressar em mercados mais exigentes em critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

Em resumo: energia limpa é uma economia com responsabilidade.

Principais formas de energia limpa no mercado brasileiro

O Brasil é referência global em geração de energia a partir de fontes renováveis. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o país encerrou 2024 com uma expansão de 10.853 MW na matriz elétrica, o maior crescimento anual registrado desde o início do acompanhamento da agência, em 1997.

Esse aumento superou a meta do ano (10.106 MW) e veio acompanhado de um recorde também no número de novas usinas: foram 301 plantas inauguradas em 16 estados brasileiros.

O destaque fica para as fontes limpas: 91,13% da potência instalada nas novas usinas veio de energia solar fotovoltaica (51,87%) e energia eólica (39,26%). Isso reforça o quanto o país vem avançando em tecnologias sustentáveis, que já representam a maioria absoluta da geração adicionada à matriz nacional.

As novas plantas de geração instaladas ao longo do ano se dividiram da seguinte forma:

  • 147 usinas solares fotovoltaicas (5.629,69 MW);
  • 121 usinas eólicas (4.260,57 MW);
  • 22 termelétricas (906,70 MW);
  • 9 pequenas centrais hidrelétricas (51,80 MW);
  • 2 centrais geradoras hidrelétricas (4,60 MW).

Com essa evolução, as empresas que migram para o Mercado Livre de Energia têm acesso cada vez mais amplo a fontes renováveis e limpas, podendo escolher comercializadoras que operam exclusivamente com energia de baixo impacto ambiental.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), os principais tipos de energia limpa disponíveis são:

Energia hidrelétrica

É a fonte mais consolidada no Brasil. No Mercado Livre, pode ser contratada tanto de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) quanto de geradoras maiores.

Energia eólica

Gerada a partir dos ventos, é uma fonte em forte expansão. É bastante comum nos contratos do Mercado Livre, especialmente no Nordeste.

Energia de biomassa

Utiliza resíduos orgânicos, como bagaço de cana-de-açúcar, para gerar eletricidade. Tem bom desempenho em regiões com forte produção agrícola.

Essas fontes podem ser contratadas diretamente com uma comercializadora de energia, de acordo com o consumo e perfil da empresa. Entrando no Mercado Livre, o empreendedor escolhe de quem comprar, quanto pagar e por quanto tempo contratar, com possibilidade de fixar tarifas e fugir da instabilidade do mercado regulado.

Quando uma pequena empresa pode migrar para o Mercado Livre de Energia?

Desde 2024, todas as empresas conectadas em média ou alta tensão têm o direito de migrar para o Mercado Livre.

Ou seja, se a sua empresa possui uma fatura com demanda contratada a partir de 500 kW, já é elegível para adesão imediata. Esse perfil é comum em empresas como:

  • Supermercados e atacadistas;
  • Clínicas, hospitais e laboratórios;
  • Escolas e universidades;
  • Shoppings e centros comerciais;
  • Lojas âncoras e grandes redes;
  • Padarias e restaurantes de médio porte;
  • Galpões logísticos e fábricas de pequeno porte.

Empresas de baixa tensão ainda não podem migrar, mas o Governo Federal já estuda medidas para democratizar ainda mais o acesso ao ACL, possivelmente a partir de 2026 ou 2027.

Saiba mais sobre o tema: “Regulamentações no Mercado Livre de Energia: previsões para 2027”

Como aderir à energia limpa no Mercado Livre de Energia?

O processo de migração para o Mercado Livre envolve etapas técnicas, regulatórias e contratuais. Mas, com o apoio de uma consultoria especializada, a jornada se torna simples e segura.

Etapas para adesão ao Mercado Livre:

  1. Escolha da empresa parceira: busque uma empresa especializada com autorização da ANEEL e da CCEE, como a Athena Energia;
  2. Análise de viabilidade técnica e econômica: com base no seu histórico de consumo, é avaliado o potencial de economia e os modelos de contratação mais vantajosos;
  3. Carta de denúncia à distribuidora: é enviado um documento formal à distribuidora atual, comunicando a intenção de migrar. Isso deve ser feito com 6 meses de antecedência;
  4. Assinatura do novo contrato de fornecimento: a empresa fecha um contrato de longo prazo com uma comercializadora no Mercado Livre, escolhendo o tipo de energia e o valor;
  5. Adequações técnicas (se necessário): pode ser necessário instalar um medidor homologado pela CCEE. O custo é baixo e muitas vezes compensado com a economia obtida;
  6. Início do fornecimento no ACL: após a adequação, sua empresa passa a operar no Mercado Livre e começa a usufruir da energia limpa contratada.

Benefícios para pequenas empresas que usam energia limpa

Aderir ao Mercado Livre e contratar energia limpa traz diversas vantagens para o pequeno empreendedor:

  • Redução de custos: com economia média entre 20% e 30% na fatura mensal;
  • Estabilidade orçamentária: contratos de longo prazo evitam variações inesperadas na tarifa;
  • Sustentabilidade e imagem da marca: sua empresa pode comunicar que consome energia de fontes renováveis;
  • Acesso a certificados de energia limpa (I-REC): útil para participar de licitações ou vender para grandes redes.

Ao lado disso, a Athena Energia oferece consultoria completa para garantir que tudo ocorra com transparência, segurança e sem riscos regulatórios.

Cuidados ao escolher fornecedores e fechar contratos

Para garantir todos esses benefícios, é importante tomar alguns cuidados:

  • Verifique se a comercializadora tem autorização da ANEEL e da CCEE;
  • Solicite a certidão regularidade da empresa na CCEE;
  • Analise se o contrato tem cláusulas claras sobre volume, duração e preço;
  • Cheque o histórico de atuação da empresa no Mercado Livre;
  • Prefira parceiros com experiência em pequenos e médios negócios.

Conclusão

A adoção de energia limpa deixou de ser apenas uma iniciativa sustentável e passou a representar uma oportunidade econômica real para pequenas empresas.

Com a abertura do Mercado Livre de Energia e o suporte de consultorias especializadas como a Athena Energia, negócios de médio porte podem contratar fontes renováveis, reduzir custos e ganhar previsibilidade.

Agora é o momento ideal para planejar essa mudança. Se você quer tornar sua empresa mais eficiente e preparada para o futuro, fale com um dos nossos especialistas para saber como!

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